Entre hospitalidad y hostilidad: la efectividad de la Ley Padre Júlio Lancellotti en el combate a la arquitectura hostil
DOI:
https://doi.org/10.29147/revhosp.v23.1297Palabras clave:
hospitalidad, arquitectura hostil, aporofobia, políticas públicas, espacio públicoResumen
La arquitectura hostil se ha intensificado en Brasil en medio del crecimiento de la población en situación de calle y de las estrategias de control del espacio público. Aunque la Ley Padre Júlio Lancellotti prohíbe esta práctica, su implementación por parte de los municipios sigue siendo baja. Esta investigación cualitativa, basada en análisis documental y entrevistas en profundidad, investigó los factores que explican esta baja adhesión. Los resultados indican que la ausencia de fiscalización y sanciones, la falta de especificaciones técnicas en el texto de la ley y el tabú histórico en torno al control de las personas pobres en el espacio público — marcado por la aporofobia, entendida como el rechazo sistemático hacia sujetos vulnerables y percibidos como carentes de valor económico — son elementos centrales. La falta de comisiones en organismos institucionales para abordar el tema también compromete la efectividad de la norma, mientras que el miedo a la violencia urbana refuerza prácticas de distanciamiento y exclusión. La efectividad de la ley depende, por lo tanto, del compromiso político y de un cambio estructural, acompañado de políticas públicas complementarias que amplíen las oportunidades de obtención de vivienda para la población vulnerable.
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