Comer en la migración: afectos, conocimientos, memorias y adaptaciones
DOI:
https://doi.org/10.29147/revhosp.v22.1255Palabras clave:
alimentación, migración, memorias gustativas, identidad, mediación socialResumen
Este estudio celebra los saberes, sabores, memorias y prácticas alimentarias en contextos migratorios, explorando cómo la alimentación funciona como valor cultural y espacio de mediación afectiva. La investigación se realizó con estudiantes y egresadas de la Universidad Federal de Integración Latinoamericana (Unila) que migraron a Foz do Iguaçu, en la región trinacional de Brasil, Argentina y Paraguay, que compartieron sus historias a través de memorias gustativas. Siguiendo la metodología de Investigación-Acción Participativa (IAP) de Orlando Fals Borda, se formularon entrevistas, intercambios de experiencias y registros de recetas que expresan conocimientos, recuerdos e identidades culturales. Los resultados se presentan en dos dimensiones: la Poética de las recetas, que recopila narrativas, historias y memorias vinculadas a los alimentos; y el análisis de entrevistas, que examina los platos en relación con las raíces culturales de las participantes, los ingredientes que acompañan los desplazamientos y las adaptaciones alimentarias en el nuevo territorio. De este proceso surgió un Recetario o Cuaderno de Recetas, que además de registrar preparaciones, traduce las experiencias, los afectos y los conocimientos populares de las participantes. Al final, el trabajo evidencia cómo la comida se configura como puente cultural, elemento de preservación de la identidad y espacio de mediación social, revelando la riqueza simbólica y afectiva de la alimentación en las trayectorias migratorias.
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