Acogida selectiva: la paradoja de la hospitalidad y de la violencia de género y sexualidad
DOI:
https://doi.org/10.29147/revhosp.v23.1285Palabras clave:
hospitalidad, violencia de género, LGBTfobia, Minas Gerais, análisis del discursoResumen
Este artículo investiga la paradoja entre la imagen de Minas Gerais como un destino turístico acogedor y la realidad estadística de la violencia de género y de la violencia contra la población LGBT+ en el estado. A partir de un marco teórico que articula los estudios de la hospitalidad, la geografía del miedo y la teoría de género y sexualidad, el trabajo desnaturaliza el concepto de “mineiridad” al contraponer el discurso institucional del marketing turístico con el análisis de datos oficiales de seguridad pública de los últimos diez años. La metodología abarca el análisis de contenido de materiales promocionales y el análisis estadístico descriptivo de registros de LGBTQIA+fobia, feminicidios y violencia doméstica. Los resultados demuestran que la “hospitalidad minera” opera como un dispositivo de hospitalidad condicional, cuya función es atraer públicos, invisibilizando la violencia sistémica existente en la vida cotidiana de la población local. Se concluye que la realidad de la violencia puede moldear la experiencia espacial de turistas y residentes LGBT+, subvirtiendo la narrativa hegemónica de un estado universalmente acogedor y revelando su carácter de anfitrión selectivo.
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