Hospitalidade: uma perspectiva para a requalificação do centro histórico de São Paulo

Sênia Bastos

Resumo




Busca-se problematizar a relação de identificação do morador de São Paulo com o centro da cidade, destacando-se a importância da interpretação do patrimônio, da valorização da história e da identidade como caminhos para envolvê-lo em sua trama e na sua hospitalidade. O morador reconhece o patrimônio da cidade na medida em que este alcança o status de um lugar de memória, de pertença, compõe sua história e integra sua cultura: monumentos, edificações, logradouros que abrigam feiras, festas e encontros cotidianos. O centro histórico da cidade de São Paulo tem sido alvo da ação de diversos planos de recuperação, por parte do poder público e da iniciativa privada. Na prática observa-se que programas de revitalização e de requalificação se alternam constituindo apenas uma variação semântica. O envolvimento do morador com o patrimônio deve ser estimulado incorporando-o ao cotidiano de forma compreensível. Programas de educação patrimonial são apontados enquanto estratégia para envolver os moradores com sua história, motivando a apropriação de seu passado e o exercício da cidadania. A interpretação do patrimônio deve ser um processo compartilhado com o morador, cuja aproximação inicial a tais locais pode ser favorecida com a realização de atividades de entretenimento e lazer em suas instalações ou proximidades. A hospitalidade inscreve-se nesse contexto de valorização da memória e da história, no processo de tradução dos percursos diários na cidade de forma compreensível.



Palavras-chave


patrimônio histórico e cultural; revitalização; requalificação; hospitalidade; Centro Histórico de São Paulo;

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REVISTA HOSPITALIDADE ISSN 1807-975X    e-ISSN 2179-9164

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